O fim do sonho basco

Em 2014 o pelotão do World Tour ficará menos colorido com a ausência da camisa laranja. A tradicional equipe Euskaltel-Euskadi anunciou que não conseguiu um novo patrocinador e vai fechar as portas no próximo ano, encerrando uma história de 20 anos.

Alan Perez, no Tour da Romandia de 2011

Figura constante entre os 10 melhores do Tour e da Vuelta graças a nomes como Iban Mayo, Haimar Zubeldia e mais recentemente Samuel Sanchez, a equipe basca chegou a vencer corridas menores mas importantes como o Criterium du Dauphine, Tou da Suíça e a Volta ao Pais Basco.

Tradicionalmente ela empregava apenas ciclistas bascos ou espanhóis que tivessem corrido em equipes bascas na juventude. Para 2013 passou a contratar “estrangeiros” como o francês Romain Sicard para conseguir pontos e se manter no nível do World Tour.

A crise espanhola atingiu o governo do País Basco (Euskadi), que financiava parte do orçamento da equipe e abandonou o projeto em 2013. A empresa de comunicacões Euskaltel assumiu essa parte mas não iria conseguir manter o mesmo nível de patrocínio para 2014.

Com o fim da Euskaltel, e a Caja Rural sem chances reais de subir para o World Tour, em 2014 muito provavelmente teremos a Movistar (antiga Caisse d’Epargne, Illes Balears e Banesto) como única equipe espanhola no topo do ciclismo mundial, o que contrasta com a performance dos atletas espanhóis, que lideram praticamente todos os rankings de nações do ciclismo (UCI World Tour, CQRanking, ProCyclingStats)

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