A semana no World Tour – 29 de Julho a 4 de Agosto

Tour da Polônia

Após os dois estágios em solo italiano, os ciclistas descansaram na segunda antes das etapas polonesas. Na terça, o Deus do Trovão, Thor Husvhod (BMC), venceu o sprint até Rzeszów, sua primeira vitória no World Tour desde a etapa 16 do Tour de France de 2011. Na etapa seguinte, Taylor Phinney (BMC) deu a segunda vitória à equipe americana num grande ataque a apenas pouco mais de 7km do final. Ótimo no contra-relógio, Phinney conseguiu manter um forte ritmo e anulou o sprint, conseguindo ainda levantar da bicicleta e comemorar na linha de chegada.

Na quinta etapa, apesar do relevo acidentado tivemos um novo sprint e uma nova vitória de Husvhod. Depois do fracasso no Tour, nada mal para a BMC ter três vitórias em sequência. Nessa etapa o espanhol Jon Izaguirre (Euskaltel) se aproveitou dos “bônus de atratividade” e ganhou alguns segundos, ultrapassando o polonês Rafal Majka (Saxo-Tinkoff) na classificação geral. Esses bônus eram dados aos ciclistas que mais aparecessem nos sprints e montanhas intermediários de cada etapa, dando até 30 segundos para o melhor colocado.

A sexta etapa foi em um montanhoso circuito nos arredores de Bukowina Tatrzańska. Darwin Atapuma (Colombia) atacou na última subida do dia e ficou com a vitória depois de ser, digamos, expulso da fuga na etapa anterior por estar relativamente bem colocado na classificação geral. Christophe Riblon (Ag2R) acompanhou Atapuma e trabalhou bastante nesse ataque, vestindo a camisa de líder com 19 segundos sobre Izaguirre.

O contra-relógio final de 37km marcou a volta de Bradley Wiggins ao topo do pódio desde as Olimpíadas do ano passado. Após o naufrágio no Giro, o inglês está focado no mundial de contra-relógio em Setembro. Pieter Weening (Orica) fez uma boa prova terminando em sexto e conquistando a classificação geral com apenas 13 segundos de vantagem para Izaguirre e 16 para Riblon. Depois dos sucessos na Volta a Catalunya e na Tour Down Under do ano passado, mais uma corrida na coleção da equipe australiana.

Pat McQuaid e suas manobras

Na segunda feira 29 o irlandês Pat McQuaid, atual presidente da União Ciclística Internacional, tentou, ainda que indiretamente, mais uma manobra para concorrer à reeleição. Segundo o código da UCI, o candidato deve ser apontado pela federação à qual é filiado e ser apresentado a até 90 dias do dia da eleição, prevista para o dia 27 de Setembro. McQuaid havia sido apresentado pela federação da Irlanda mas após uma assembléia geral esse apoio foi retirado. Ele então tentou se filiar às pressas à federação suíça alegando a longa residência no país, mas essa candidatura também enfrenta oposição. Com menos de 90 dias para as eleições, essa era até então a principal aposta do presidente.

Mas a última manobra desesperada de McQuaid parece ser, através da federação da Malásia, apresentar uma proposta de alteração nas regras para apresentar os candidatos, permitindo que duas federações apontem um candidato que não seja filiado a nenhuma delas. Até aí tudo bem, mas a proposta altera o processo já em curso, aumentando o prazo para apresentação de candidaturas para 30 de Agosto e permitindo que McQuaid se candidate, já contando com o apoio das federações da Tailândia e do Marrocos. Apesar de inicialmente ter esperado concorrer sozinho à reeleição, McQuaid vai enfrentar Brian Cookson, presidente da crescente e poderosa federação Britânica.

Dança das cadeiras

No dia 1 de agosto a temporada de transferências foi aberta de forma oficial. As regras da UCI determinam que apenas a partir dessa data os contratos podem ser assinados e publicados, mas nada impede que os atletas sejam abordados e negociações sejam feitas antes. Por exemplo, o nome de Rigoberto Uran já era cotado para a Omega Pharma-QuickStep desde o Giro. Abaixo segue uma lista de algunas mudanças importantes nos times:

  • Lieuwe Westra (Vacansoleil) e Franco Pellizotti (Venezuela) na Astana — Um problema para a equipe cazaque é que ela é um dos membros do Movimento Por um Ciclismo Acreditável (MPCC) e as regras dizem que um atleta suspenso por doping só poderá correr nelas após dois anos do fim da suspensão por doping. Tal prazo para Pellizotti acaba apenas em Maio de 2014.
  • Rigoberto Uran (Sky), Mark Renshaw (Belkin) e Alessandro Petacchi na Omega Pharma-Quick Step — Uran vem com as credenciais do 2º lugar no Giro de 2013 e sólidas apresentações na Liege-Bastogne-Liege e Giro di Lombardia. Mark Renshaw foi o principal lead-out de Mark Cavendish (Omega) entre 2009 e 2011 na finada HTC-Highroad. Para ter idéia do que Renshaw e Cav faziam juntos, vejam esse vídeo da chegada no Champs Élysées em 2009. Alessandro Petacchi deu a “migué” de anunciar a aposentadoria no começo do ano e tentou se juntar à Omega para ser o lead-out de Cavendish no Tour, mas foi barrado pela UCI. Curiosidade: A Omega terá três vencedores da Maillot Vert de pontos do Tour em 2014: Cavendish, Petacchi e Tom Boonen.

O CyclingNews montou um artigo que será atualizado à medida que novas mudanças forem anunciadas.

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