Vuelta a España – Etapas 1-3

Primeira etapa – Ataque ítalo-cazaque

No último sábado (25/08) a 68ª edição da Vuelta a España teve início com um contra-relógio por equipes na região da Galícia, no noroeste do país. As equipes partiram de uma batea, que é uma plataforma usada na criação de mariscos/ostras, e enfrentaram um trajeto de 27,4km entre Vilanova de Arousa e Sanxenxo.

A Astana, do favorito Vincenzo Nibali, ficou à frente da RadioShack e Omega Pharma, que contavam com dois dos mais importantes contra-relogistas do mundo, Fabian Cancellara e Tony Martin, respectivamente. Janez Brajkovic, companheiro de Nibali, cruzou a linha de chegada à frente e foi o primeiro a vestir a camisa vermelha de líder no geral. Joaquim Rodriguez (Katusha), outro dos favoritos, perdeu quase um minuto.

Resultados

Segunda etapa – Favoritos pipocando

Diferente do Tour, que normalmente deixa as montanhas para o final da primeira semana em diante, já na segunda etapa da Vuelta os ciclistas tiveram uma chegada em montanha de 1ª categoria, no Alto do Monte da Groba, de 11km a 5,6%.

Nomes importantes como Samuel Sanchez (Euskaltel), Sergio Henao (Sky) e Carlos Betancur (Ag2R) foram alguns dos que ficaram pelo caminho, perdendo minutos importantes devido ao forte ritmo imposto pela Movistar. No caso de Betancur, ele chegou no gruppeto, a quase 10 minutos de Nicolas Roche (Saxo), vencedor do dia. Brajkovic também foi deixado para trás e Nibali vestiu a 2ª camisa de líder no geral.

Resultados

Terceira etapa – O que é que há, velhinho?

Depois da montanha da segunda etapa, mais uma chegada em subida, porém apenas um morro de 4km a cerca de 5-6%.

Próximo ao final os ventos do Atlântico e algumas quedas espalharam o caos no pelotão, com a Movistar ditando o ritmo contra Bauke Mollema (Belkin), que havia ficado num dos grupos atrás, devolvendo o que fizeram com Alejandro Valverde durante o Tour. Eventualmente o pelotão se reuniu novamente e Chris Horner (RadioShack) aproveitou um momento de hesitação entre os líderes para se isolar na frente e conquistar sua primeira vitória em uma grande volta aos 41 anos, além de vestir a 3ª camisa vermelha desta edição. Valverde e Rodriguez completaram o pódio, buscando recuperar o tempo perdido para Nibali.

Resultados

Classificações

Geral:

  1. Christopher Horner (USA) RadioShack Leopard    09:37:40
  2. Vincenzo Nibali (Ita) Astana Pro Team    00:00:03
  3. Nicolas Roche (Irl) Team Saxo-Tinkoff    00:00:11
  4. Haimar Zubeldia Agirre (Spa) RadioShack Leopard    00:00:13
  5. Robert Kiserlovski (Cro) RadioShack Leopard    00:00:23
  6. Alejandro Valverde Belmonte (Spa) Movistar Team    00:00:24
  7. Rigoberto Uran Uran (Col) Sky Procycling    00:00:25
  8. Rafal Majka (Pol) Team Saxo-Tinkoff    00:00:35
  9. Daniel Moreno Fernandez (Spa) Katusha    00:00:44
  10. Roman Kreuziger (Cze) Team Saxo-Tinkoff    00:00:45

Pontos

  1. Nicolas Roche (Irl) Team Saxo-Tinkoff    32pts
  2. Alejandro Valverde Belmonte (Spa) Movistar Team    32
  3. Christopher Horner (USA) RadioShack Leopard    28

Montanhas

  1. Nicolas Roche (Irl) Team Saxo-Tinkoff    10pts
  2. Daniel Moreno Fernandez (Spa) Katusha    6
  3. Domenico Pozzovivo (Ita) AG2R La Mondiale    4

Combinação (a soma das classificações dos ciclistas no Geral, Pontos e Montanhas. Quanto menor, mais bem colocado.)

  1. Nicolas Roche (Irl) Team Saxo-Tinkoff    5
  2. Christopher Horner (USA) RadioShack Leopard    8
  3. Alejandro Valverde Belmonte (Spa) Movistar Team    14
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Vuelta a España 2013

Vai começar a última grande volta de 2013! A partir de amanhã 198 partem de Vilanova de Arousa, no norte da Espanha, rumo a Madri, percorrendo pouco mais de 3.300km em 21 etapas. A edição do ano passado foi uma das mais disputadas, com Alberto Contador (Saxo-Tinkoff) ganhando após voltar de uma suspensão por doping (o caso do bife), à frente de Alejandro Valverde (Movistar) e Joaquim Rodriguez (Katusha).

Trajeto da edição 2013

No percurso deste ano, teremos novamente diversas chegadas em subidas, desde montanhas gigantes como o Alto de L’Angliru (20ª) até rampas curtas como Mirador de Lobeira (3ª). Nos contra-relógio, teremos um por equipes na 1ª etapa, com 27km, o suficiente para já sacodir um pouco a classificação geral, e apenas um individual, com montanhas, na 11ª etapa.

Entre os favoritos, o campeão do Giro, Vincenzo Nibali (Astana), vem com uma equipe fortíssima incluindo Jakob Fuglsang e Janez Brajkovic. O italiano porém também está de olho no campeonato mundial de ciclismo, no final de Setembro. Após um Tour em que teve que fazer uma, digamos, corrida de recuperação, Alejandro Valverde (Movistar) também estará presente, assim como Joaquim Rodriguez (Katusha), que ficou em 3º lugar na prova francesa. A Cannondale aposta suas fichas no experiente Ivan Basso, apesar de ser apenas sua segunda participação na Vuelta.

Além deles, outros dos nomes fortes que participarão: Sergio Henao, Rigoberto Uran (Sky), Roman Kreuziger, Rafal Majka, Nicolas Roche (Saxo-Tinkoff), Laurens Ten Dam, Bauke Mollema (Belkin), Samuel Sanchez, Igor Anton (Euskaltel), Carlos Betancur, Domenico Pozzovivo (Ag2R), Thibaut Pinot (FDJ), Michele Scarponi (Lampre).

No Brasil a prova será transmitida pela ESPN (canais 45 e ocasionalmente 545 quando no HD, na Claro TV).

Outros links sobre a Vuelta

PS: Devido a alguns compromissos pessoais poderei estar offline durante este fim de semana, perdendo as duas primeiras etapas.

O fim do sonho basco

Em 2014 o pelotão do World Tour ficará menos colorido com a ausência da camisa laranja. A tradicional equipe Euskaltel-Euskadi anunciou que não conseguiu um novo patrocinador e vai fechar as portas no próximo ano, encerrando uma história de 20 anos.

Alan Perez, no Tour da Romandia de 2011

Figura constante entre os 10 melhores do Tour e da Vuelta graças a nomes como Iban Mayo, Haimar Zubeldia e mais recentemente Samuel Sanchez, a equipe basca chegou a vencer corridas menores mas importantes como o Criterium du Dauphine, Tou da Suíça e a Volta ao Pais Basco.

Tradicionalmente ela empregava apenas ciclistas bascos ou espanhóis que tivessem corrido em equipes bascas na juventude. Para 2013 passou a contratar “estrangeiros” como o francês Romain Sicard para conseguir pontos e se manter no nível do World Tour.

A crise espanhola atingiu o governo do País Basco (Euskadi), que financiava parte do orçamento da equipe e abandonou o projeto em 2013. A empresa de comunicacões Euskaltel assumiu essa parte mas não iria conseguir manter o mesmo nível de patrocínio para 2014.

Com o fim da Euskaltel, e a Caja Rural sem chances reais de subir para o World Tour, em 2014 muito provavelmente teremos a Movistar (antiga Caisse d’Epargne, Illes Balears e Banesto) como única equipe espanhola no topo do ciclismo mundial, o que contrasta com a performance dos atletas espanhóis, que lideram praticamente todos os rankings de nações do ciclismo (UCI World Tour, CQRanking, ProCyclingStats)

A semana no World Tour – 12 a 17 de Agosto

Times de 2014 continuam ganhando forma.

Entre as transferências e renovações que aconteceram durante a semana, o campeão italiano Ivan Santaromita levará a maglia tricolore da galáctica BMC para popular Orica-GreenEDGE em 2014. A mesma BMC por sua vez recebe Peter Stetina, vindo da Garmin-Sharp. Laurens Ten Dam, top 10 no Tour, renovou com a Belkin. Além das transferências, a Euskaltel-Euskadi dispensou o marroquino Tarik Chaoufi, citando dificuldades de adaptação à vida longe de casa.

Eneco Tour

Na segunda-feira tivemos a 1ª etapa da Eneco Tour, vencida por Mark Renshaw (Belkin), que ainda abriu 2 segundos para o pelotão. Na etapa seguinte, Arnaud Demare (FDJ) prevaleceu na rampa da chegada, também abrindo uma boa vantagem e assumindo a liderança no geral. Na 3ª etapa a Lotto vinha com um trem bem formado para André Greipel até que seu lead out Jurgen Roelandts não percebeu que o alemão havia ficado para trás e acabou ajudando Zdenek Stybar (Omega), ex-bicampeão mundial de ciclo-cross. Na etapa seguinte, a Lotto se redimiu levando Greipel à vitória. Lars Boom (Belkin), vencedor da edição de 2012, assumiu a liderança.

A 5ª etapa foi um contra relógio curto, de apenas 13km, mas com muitas curvas e obstáculos. Sylvain Chavanel (Omega), campeão francês de contra-relógio, venceu e se aproximou de Boom na classificação geral. Favorito antes da etapa, Bradley Wiggins (Sky) foi apenas o 5º colocado. Na ondulada 6ª etapa, que atravessou algumas vezes o morro de La Redoute, também presente na Liege-Bastogne-Liege, David Garcia Lopez (Sky) venceu e o jovem Tom Dumoulin (Argos), de apenas 22 anos, assumiu a liderança no geral.

Na última etapa, com várias passagens pelo Kapelmuur, tradicional subida de paralelepípedos do Tour de Flandres, nova vitória de Stybar, que conseguiu abrir uma boa vantagem de Dumoulin e conquistar sua maior vitória. Em Abril ele foi o 6º colocado na Paris-Roubaix, mesmo após ser derrubado após bater na câmera de um torcedor

Contagem regressiva para a Vuelta a España

No próximo sábado, 24, começa a 68ª edição da Vuelta a España, a mais nova das grandes voltas. Serão 3.319km em 21 estágios, incluindo o temido Alto de L’Angliru, montanha em que Juan Jose Cobo atacou Froome e vestiu a camisa vermelha de líder, que levaria até o final. Um percurso duríssimo espera os ciclistas, com 8 estágios considerados de montanha. No vídeo a seguir, a prévia do Global Cycling Network sobre os principais ciclistas que participarão.

Entre os participantes, Adam Hansen (Lotto) está confirmado e vai tentar completar sua 7ª(!) grande volta consecutiva, tendo iniciado a série na Vuelta de 2011 e como ponto alto a vitória na 7ª etapa do Giro de 2013. Ok, outro ponto alto também foi a subida no Alpe d’Huez neste ano…

 

Froome sobre doping, Wiggins, a vida, o universo e tudo mais

Chris Froome, vencedor do Tour de France, deu uma entrevista a Nick Harris, do Daily Mail. Entre outras coisas, ele comentou sobre a possibilidade de ciclistas que forem pegos em casos claros de doping, como EPO ou transfusões, e não casos leves como os possíveis de contaminação, serem banidos perpetuamente do esporte ao invés dos atuais 2 anos. Sobre Bradley Wiggins, a noiva de Froome afirma que ele não ligou para dar os parabéns ainda. Froome afirma que não se vê como rival de Wiggins, mas também não se vê como amigos. Apenas como colegas de equipe que precisam trabalhar ocasionalmente juntos. Nas palavras dele, “se tivermos uma rota com contra-relógios em dias alternados, então 100% da equipe trabalharia para Wiggins”.

Mais complicações para McQuaid

No imbróglio da candidatura do atual presidente Pat McQuaid, o irlandês acusou o adversário Brian Cookson, da federação britânica, de usar a estrutura de sua federação na sua candidatura. Porém durante a semana surgiu a informação que funcionários da cúpula da UCI ajudaram a redigir a controversa proposta apresentada pela Malásia, que altera as regras da eleição e permitiria McQuaid concorrer a um novo mandato.

Equipe brasileira no mundial

A equipe brasileira Funvic Brasilinvest-São José dos Campos está em 2º lugar no Ranking Americano de ciclismo e está entre as equipes que podem ir para o mundial de contra-relógio por equipes, em Florença, no final de Setembro. Na prova de corrida de estrada, o Brasil tem direito a mandar 3 atletas. Em 2005 Murilo Fischer (FDJ.fr) conseguiu um ótimo 5º lugar.

A semana no World Tour – 5 a 11 de Agosto

Mais transferências

Em termos de corridas a semana foi bastante parada, com os atletas se preparando para a Eneco Tour, que se inicia amanhã, dia 12. Nos bastidores, as negociações entre os atletas e as equipes continuam. Entre as mudanças anunciadas, Peter Velits troca a Omega Pharma-QuickStep pela BMC. Tom-Jelte Slagter, vencedor do Tour Down Under neste ano, troca a Belkin pela Garmin-Sharp.

Eneco Tour

Presente no calendário do World Tour desde 2005 e ocorrendo anualmente desde 1975, originalmente com o nome de Tour da Holanda, desde o ano passado a corrida aumentou a dificuldade por incluir o Muur van Geraardsbergen, muralha de paralelepípedos também presente no Tour de Flandres, em abril. Entre os atletas que participarão está Marcel Kittel (Argos), vencedor de 4 etapas no Tour de France de 2013. Entre as ausencias de última hora, Tom Boonen (Omega) continua vivendo um inferno astral. Dessa vez a culpa é de um cisto na região do “assento”, que já o havia afetado durante o Tour da Dinamarca na semana passada.

Muur

Oleg Tinkoff ainda na mídia

Depois de terminar a parceria com Bjarne Riis, deixando a Saxo como única patrocinadora master da equipe de Alberto Contador, de desferir críticas claras ao espanhol através do Twitter e de especular montar uma equipe própria, Oleg Tinkov voltou aos noticiários, pelo menos na forma de seu banco, o Tinkoff Credit Systems. Um russo recebeu uma oferta de cartão de crédito da Tinkoff e escreveu uma contrato similar, alterando alguns items como ausência de juros e crédito ilimitado. Contrato assinado, ele devolveu para o banco e para sua surpresa alguns dias depois chegou o cartão. Dois anos depois o banco cancelou o cartão, alegando falta de pagamentos e processou o russo por fraude, que revidou com outro processo alegando quebra de contrato…

A semana no World Tour – 29 de Julho a 4 de Agosto

Tour da Polônia

Após os dois estágios em solo italiano, os ciclistas descansaram na segunda antes das etapas polonesas. Na terça, o Deus do Trovão, Thor Husvhod (BMC), venceu o sprint até Rzeszów, sua primeira vitória no World Tour desde a etapa 16 do Tour de France de 2011. Na etapa seguinte, Taylor Phinney (BMC) deu a segunda vitória à equipe americana num grande ataque a apenas pouco mais de 7km do final. Ótimo no contra-relógio, Phinney conseguiu manter um forte ritmo e anulou o sprint, conseguindo ainda levantar da bicicleta e comemorar na linha de chegada.

Na quinta etapa, apesar do relevo acidentado tivemos um novo sprint e uma nova vitória de Husvhod. Depois do fracasso no Tour, nada mal para a BMC ter três vitórias em sequência. Nessa etapa o espanhol Jon Izaguirre (Euskaltel) se aproveitou dos “bônus de atratividade” e ganhou alguns segundos, ultrapassando o polonês Rafal Majka (Saxo-Tinkoff) na classificação geral. Esses bônus eram dados aos ciclistas que mais aparecessem nos sprints e montanhas intermediários de cada etapa, dando até 30 segundos para o melhor colocado.

A sexta etapa foi em um montanhoso circuito nos arredores de Bukowina Tatrzańska. Darwin Atapuma (Colombia) atacou na última subida do dia e ficou com a vitória depois de ser, digamos, expulso da fuga na etapa anterior por estar relativamente bem colocado na classificação geral. Christophe Riblon (Ag2R) acompanhou Atapuma e trabalhou bastante nesse ataque, vestindo a camisa de líder com 19 segundos sobre Izaguirre.

O contra-relógio final de 37km marcou a volta de Bradley Wiggins ao topo do pódio desde as Olimpíadas do ano passado. Após o naufrágio no Giro, o inglês está focado no mundial de contra-relógio em Setembro. Pieter Weening (Orica) fez uma boa prova terminando em sexto e conquistando a classificação geral com apenas 13 segundos de vantagem para Izaguirre e 16 para Riblon. Depois dos sucessos na Volta a Catalunya e na Tour Down Under do ano passado, mais uma corrida na coleção da equipe australiana.

Pat McQuaid e suas manobras

Na segunda feira 29 o irlandês Pat McQuaid, atual presidente da União Ciclística Internacional, tentou, ainda que indiretamente, mais uma manobra para concorrer à reeleição. Segundo o código da UCI, o candidato deve ser apontado pela federação à qual é filiado e ser apresentado a até 90 dias do dia da eleição, prevista para o dia 27 de Setembro. McQuaid havia sido apresentado pela federação da Irlanda mas após uma assembléia geral esse apoio foi retirado. Ele então tentou se filiar às pressas à federação suíça alegando a longa residência no país, mas essa candidatura também enfrenta oposição. Com menos de 90 dias para as eleições, essa era até então a principal aposta do presidente.

Mas a última manobra desesperada de McQuaid parece ser, através da federação da Malásia, apresentar uma proposta de alteração nas regras para apresentar os candidatos, permitindo que duas federações apontem um candidato que não seja filiado a nenhuma delas. Até aí tudo bem, mas a proposta altera o processo já em curso, aumentando o prazo para apresentação de candidaturas para 30 de Agosto e permitindo que McQuaid se candidate, já contando com o apoio das federações da Tailândia e do Marrocos. Apesar de inicialmente ter esperado concorrer sozinho à reeleição, McQuaid vai enfrentar Brian Cookson, presidente da crescente e poderosa federação Britânica.

Dança das cadeiras

No dia 1 de agosto a temporada de transferências foi aberta de forma oficial. As regras da UCI determinam que apenas a partir dessa data os contratos podem ser assinados e publicados, mas nada impede que os atletas sejam abordados e negociações sejam feitas antes. Por exemplo, o nome de Rigoberto Uran já era cotado para a Omega Pharma-QuickStep desde o Giro. Abaixo segue uma lista de algunas mudanças importantes nos times:

  • Lieuwe Westra (Vacansoleil) e Franco Pellizotti (Venezuela) na Astana — Um problema para a equipe cazaque é que ela é um dos membros do Movimento Por um Ciclismo Acreditável (MPCC) e as regras dizem que um atleta suspenso por doping só poderá correr nelas após dois anos do fim da suspensão por doping. Tal prazo para Pellizotti acaba apenas em Maio de 2014.
  • Rigoberto Uran (Sky), Mark Renshaw (Belkin) e Alessandro Petacchi na Omega Pharma-Quick Step — Uran vem com as credenciais do 2º lugar no Giro de 2013 e sólidas apresentações na Liege-Bastogne-Liege e Giro di Lombardia. Mark Renshaw foi o principal lead-out de Mark Cavendish (Omega) entre 2009 e 2011 na finada HTC-Highroad. Para ter idéia do que Renshaw e Cav faziam juntos, vejam esse vídeo da chegada no Champs Élysées em 2009. Alessandro Petacchi deu a “migué” de anunciar a aposentadoria no começo do ano e tentou se juntar à Omega para ser o lead-out de Cavendish no Tour, mas foi barrado pela UCI. Curiosidade: A Omega terá três vencedores da Maillot Vert de pontos do Tour em 2014: Cavendish, Petacchi e Tom Boonen.

O CyclingNews montou um artigo que será atualizado à medida que novas mudanças forem anunciadas.