A semana no World Tour – 22 a 28 de Julho

Ressaca pós-Tour

Após o Tour de France, alguns ciclistas já fizeram as malas para participar do Tour da Polônia, Clasica San Sebastian (mais informações abaixo) e de outras corridas. Outros resolveram descansar enquanto os restantes participaram dos tradicionais Criteriums. Essas corridas misturam atletas que participaram do Tour com até mesmo atletas amadores e funcionam como um evento promocional que surfa na onda da prova francesa. Para compensar a participação, os profissionais ganha um belo bônus, chegando até a algumas dezenas de milhares de euros no caso de Chris Froome, vencedor do Tour. Apesar de serem chamadas de corridas, o resultado é arranjado previamente em nome do show. O INRNG publicou um artigo descrevendo em detalhes como funcionam os criteriums.

Tour da Polônia

No sábado 27 começou a 70ª edição do Tour da Polônia, que tradicionalmente ocorria durante o Tour de France. A corrida começou com dois estágios de montanha na Itália, vencidos respectivamente por Diego Ulissi (Lampre) e Christophe Riblon (Ag2R). A partir de amanhã os ciclistas seguem para a Polônia onde terão mais 5 estágios, terminando com um contra-relógio individual de 37km. Entre os nomes famosos participando da prova estão Vincenzo Nibali (Astana), campeão do Giro em 2013 e Bradley Wiggins (Sky), finalmente voltando à ativa após abandonar o mesmo Giro. Apesar da expectativa, ambos estão fora da classificação geral, mais de 20 minutos atrás de Rafal Majka (Saxo), polônes líder após a segunda etapa.

Clasica San Sebastian

Reiniciando a temporada de clássicos, a corrida basca recebeu também no sábado nomes fortes do Tour como Alejandro Valverde (Movistar), Roman Kreuziger (Saxo), Bauke Mollema (Belkin), Jan Bakelants (RadioShack) e outros. Na última subida à montanha Jaizkibel, um grupo de 13 ciclistas se formou e Tony Gallopin (RadioShack), que também esteve no Tour, atacou na última montanha (Arkale), a 15km do fim. O francês conseguiu manter a distância para o grupo e conquistou a maior vitória de sua carreira, à frente de Valverde e Kreuziger.

Doping no Tour de 1998

Antes do início do Tour o Senado Francês anunciou a intenção de divulgar uma lista com nomes de ciclistas que testaram positivo para o EPO durante do Tour de 1998, mas adiando para após a corrida a pedido dos atletas atuais. Um dos nomes que vazaram antes da prova foi o de Laurent Jalabert, um dos ciclistas franceses mais famosos dos anos 90 e começo dos anos 2000. Após o fim do Tour, o Senado então divulgou a lista e nomes como Eric Zabel, Marco Pantani, Laurent Jalabert, Mario Cipollini e Jan Ullrich estavam entre os positivos. Entre os suspeitos, o australiando Stuart O’Grady, que participou do Tour deste ano.

Apesar da lista apontar para vários ciclistas, é importante lembrar que uma vez que não foram testados todos os atletas, com certeza ciclistas que se dopavam não foram testados. Além disso, a lista de atletas é apenas um pequeno anexo em um relatório de quase 1000 páginas sobre a luta anti-doping. Apesar de toda fanfarra ao listar os nomes do passado, é preciso olhar para o futuro e onde melhorar nessa luta.

A confissão de O’Grady

Na véspera do anúncio do relatório sobre 1998, o ciclista australiano Stuart O’Grady (Orica) supreendeu e anunciou sua aposentadoria imediata. No dia seguinte, o nome de O’Grady estava entre os suspeitos de uso de EPO. Ele então assumiu o uso da substância naquele ano, mas que foi a única vez em que usou e que suas conquistas da medalha olímpica na pista e da Paris-Roubaix foram enquanto corria limpo. Após isso, O’Grady foi removido da Comissão de Atletas pelo Comitê Olímpico Australiano.

A (re)confissão de Zabel

Erik Zabel, recordista de vitórias da Maillot Vert no Tour de France com 6 vitórias entre 1996 e 2001, afirmou em 2007 que havia usado EPO apenas uma vez, em 1996, e parado por conta de efeitos colaterais. Após a divulgação da lista de 1998, Zabel voltou atrás e assumiu que se dopava sistematicamente entre 1996 e 2003, usando cortisona e transfusões de sangue além do EPO.

Oleg Tinkoff vs. Contador

Logo após o Tour, Oleg Tinkoff, patrocinador da Saxo-Tinkoff, descarregou a metralhadora no Twitter para cima de Alberto Contador, afirmando que o espanhol não fazia por onde merecer o salário que recebia. Alguns dias depois, Bjarne Riis, diretor da equipe, anunciou que Tinkoff não continuaria como patrocinador da equipe para 2014. O russo agora pretende lançar um novo time em 2014.

Reestruturação na BMC

Após o desastre no Tour, John Lelangue pediu demissão do cargo de diretor esportivo da equipe, alegando motivos pessoais. O experiente italiano Marco Pinotti está no seu último ano de contrato e pretente correr apenas mais um ano. Após isso, o atual campeão de contra-relógio italiano pensa em assumir algum cargo de treinador, mas nada grande como diretor esportivo. Com formação em engenharia, ele ajudou a australiana Linda Villumsen a conquistar várias medalhas em contra-relógios.

O anunciado fim da Euskaltel

Umas das mais tradicionais equipes do pelotão, a Euskaltel-Euskadi, em atividade desde 1994, pode privar o pelotão de suas famosas camisas laranjas em 2014. Segundo um jornal basco, os ciclistas e funcionários foram liberados para procurar novas equipes enquanto a equipe não conseguia novos patrocinadores.

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