Tour de France – 2ª Etapa – Bastia – Ajaccio

Depois do caos de ontem, hoje o pelotão começa a subir as montanhas da Córsega. Partindo de Bastia, local da chegada de ontem, os ciclistas teriam 156km até Ajaccio, capital da ilha e cidade natal de Napoleão Bonaparte. Entre os 60km e 100km, tivemos 3 montanhas categorizadas para os ciclistas subirem a partir da altitude inicial de apenas 5m em Bastia. Col de Bellagranajo (6,6km, 4,6%) e Col de la Serra (5.2km, 6,9%), categoria 3, que dá 2 pontos. E Col de Vizzavona (4.6km, 6.5%), categoria 2, valendo 5 pontos e atingindo 1.163 metros de altitude. Apesar de ser mais curta e leve que Col de la Serra, Col de Vizzavona recebeu um nível maior justamente por estar imediatamente após a anterior. A 11km do final, a curta mas inclinada (1km, 8,9%) Côte du Salario. O sprint intermediário foi bem próximo ao início, com apenas 33km percorridos.

Perfil da 2ª etapa.

Tony Martin continua no Tour, ainda que todo enrolado em bandagens, apesar da informação extra-oficial de que teria que abandonar o Tour devido a uma fratura na clavícula num dos acidentes no final da corrida de ontem. Todos os 198 ciclistas continuaram na corrida.

Logo após o início da corrida, Chris Froome caiu *novamente* na zona neutralizada no início. Essa zona percorre alguns quilometros até sair da cidade de inicio da etapa onde o pelotão segue sem ataques. No final da zona, o diretor de prova agita a bandeira e a corrida de verdade começa.

Desde o fim da zona neutralizada várias ciclistas tentaram formar fugas, com David Veilleux (Europcar), Blel Kadri (AG2R), Ruben Perez (Euskatel) e Lars Boom (Belkin, de novo?) conseguindo se desgarrar do pelotão e Julien Simon (Sojasun) numa fuga intermediária ficando isolado entre a fuga principal e o pelotão por alguns quilômetros.

Ao chegar no sprint intermediário, a fuga não disputou os pontos e Lars Boom foi o primeiro a passar, ganhando mais 20 pontos após ter ganho a mesma quantidade na etapa passada. No pelotão, Greipel fica com o 5º lugar, seguido por Sagan, Cavendish e Danny Van Poppel.

Na primeira montanha, a fuga disputou num sprint e novamente Boom foi o primeiro, seguido por Perez. Nesse ponto o pelotão já tinha menos de um minuto e diminuindo na descida, numa fuga que havia chegado a mais de 3 minutos.

Durante a segunda montanha, Kadri e Veilleux escaparam de Boom e Perez. Pouco tempo depois, uma careta ataca do pelotão na figura de Thomas Voeckler (Europcar). Ao mesmo tempo, a camisa amarela de Marcel Kittel foi ficando para trás. Uma vez que ele é um sprinter tradicional, grande e pesado, já era previsto que seria muito difícil para ele manter a camisa ao fim desse estágio, preferindo guardar forças para as etapas de sprint seguintes e disputar a Maillot Vert de pontos. Enquanto a fuga ia sendo absorvida, Kadri conseguiu escapar e conquistou os pontos de montanha. Ao cruzar o topo da segunda montanha, Kittel já perdia quase 3 minutos para o pelotão principal, que perseguia um solitário Kadri.

Encarando a terceira montanha em sequencia, Kadri teve problemas com a corrente, mas conseguiu se manter à frente do pelotão, sendo alcançado por Pierre Rolland (Europcar) e Brice Feillu (Sojasun). Rolland se distancia mais e consegue os 5 pontos de montanha. Durante a longa descida, os três, Rolland, Kadri e Feillu, são alcançados pelo pelotão liderado por BMC, Cannondale e Sky, que continuam mantendo possíveis fugas novas sob controle pedalando num ritmo forte.

Chegando à última montanha categorizada, o pelotão acelerou mais ainda, com os ciclistas disputando espaço como se fosse um sprint final e um trem da Sky se formando para tentar manter sob controle. Um ataque de Flecha (Vacansoleil) junto com Gaultier (Europcar) logo no início da subida deixou os ciclistas da GC para trás se entreolhando para marcar novos ataques. Durante a subida, Froome (Sky), Evans (BMC) e outros GC estavam na frente do pelotão liderado por Porte (Sky), principal companheiro de Froome. Gaultier consegue se descolar de Flecha, que foi alcançado, e ganha os pontos de montanha. Perto da subida, Froome ataca sozinho, forçando uma resposta de Evans e dos outros líderes.

Apesar de ganhar uma pequena distância, na descida Froome foi logo alcançado. Enquanto isso Gaultier ia forçando para se manter vivo na fuga com menos de 10 segundos de vantagem, e ainda tendo que lutar contra um forte vento contrário. Vários pequenos ataques se formaram até que Gaultier foi alcançado com 7km restantes. Um ataque mais incidente se formou com 7 ciclistas: Jakob Fulgsang (Astana), Sylvain Chavanel (Omega), Juan Antonio Flecha (Vacansoleil) e Gorka Izaguirre (Euskatel) e dois ciclistas da RadioShack. Diferente dos ataques anteriores, essa fuga trabalhou bem em conjunto e conseguiu manter uma distância razoável do pelotão, liderado pela Cannondale, que  tentava perseguir a fuga para colocar Peter Sagan numa boa posição para  o sprint final.

A 3km do final, a fuga tinha 10 segundos de vantagem e a Garmin assumiu a ponta do pelotão, ambos a 50km/h. Com 2km, a pista começa a subir levemente e logo fuga começa a desorganizar, ficando a 7 segundos com 1.4km restantes. Markel Irizar Jan Bakelants (RadioShack) ganha uma pequena vantagem quando seus companheiros de fuga são alcançados e o sprint final parece começar no pelotão, ainda que de forma desorganizada. O pelotão ganha terreno ferozmente mas Irizar Bakelants consegue a vitória com 1’s de vantagem, o suficiente para ser o novo líder na classificação geral. Durante a transmissão, várias pessoas no twitter e na TV falavam em Markel Irizar como sendo o atleta da RadioShack que havia escapado, quando na verdade era Jan Bakelants.

Ajaccio

Alguns tweets do dia:

Resultado da etapa:

  1. Jan Bakelants (Bel) RadioShack Leopard    3:42:11
  2. Peter Sagan (Svk) Cannondale Pro Cycling    0:00:01
  3. Michal Kwiatkowski (Pol) Omega Pharma-Quick Step
  4. Davide Cimolai (Ita) Lampre-Merida
  5. Edvald Boasson Hagen (Nor) Sky Procycling
  6. Julien Simon (Fra) Sojasun
  7. Francesco Gavazzi (Ita) Astana Pro Team
  8. Daryl Impey (RSA) Orica-GreenEdge

Classificação geral:

  1. Jan Bakelants (Bel) RadioShack Leopard    8:40:03
  2. David Millar (GBr) Garmin-Sharp     00:00:01
  3. Julien Simon (Fra) Sojasun     00:00:01
  4. Daryl Impey (RSA) Orica GreenEdge     00:00:01
  5. Edvald Boasson Hagen (Nor) Sky Procycling     00:00:01
  6. Simon Gerrans (Aus) Orica GreenEdge     00:00:01
  7. Michal Kwiatkowski (Pol) Omega Pharma – Quick-Step Cycling Team     00:00:01
  8. Sergey Lagutin (Uzb) Vacansoleil-DCM Pro Cycling Team     00:00:01
  9. Christophe Riblon (Fra) AG2R La Mondiale     00:00:01
  10. Cadel Evans (Aus) BMC Racing Team     00:00:01

Classificação por pontos:

  1. Marcel Kittel (Ger) Argos-Shimano 47pts
  2. Peter Sagan (Svk) Cannondale 43pts
  3. Alexander Kristoff (Nor) Katusha 41pts
  4. Lars Boom (Ned) Belkin 40pts
  5. Danny Van Poppel (Ned) Vacansoleil 39pts
  6. Jan Bakelants (Bel) RadioShack Leopard 30pts
  7. David Millar (GBr) Garmin-Sharp 30pts
  8. Michal Kwiatkowski (Pol) Omega 22pts
  9. Matteo Trentin (Ita) Omega 22pts
  10. Julien Simon (Fra) Sojasun 21pts

Classificação de montanhas:

  1. Pierre Rolland (Fra) Europcar 5pts
  2. Blel Kadri (Fra) AG2R-Mondiale 5pts
  3. Cyril Gaultier (Fra) Europcar 2pts
  4. Lars Boom (Ned) Belkin 2pts
  5. Brice Feillu (Fra) Sojasun 2pts

Classificação dos jovens:

  1. Michal Kwiatkowski (Pol) Omega 8:40:04
  2. Romain Bardet (Fra) AG2R-Mondiale 00:00
  3. Nairo Quintana (Col) Movistar 00:00

Ciclista mais combativo: Blel Kadri (Fra) AG2R-Mondiale

Resultados completos no CyclingNews: http://www.cyclingnews.com/tour-de-france/stage-2/results

Amanhã, mais uma etapa de montanhas médias na Córsega, com 145,5km entre Ajaccio e Calvi. Destaque para a montanha categoria 2 Col de Marsolino, que sobe de 29m a 443m terminando 12km antes da chegada.

Perfil da 3ª etapa.

Até lá!

A primeira queda a gente nunca esquece… ou esquece?

Não que eu nunca tenha caído de bicicleta. Pelo contrário, quando criança caía muito. Mas hoje tive a primeira queda nessa nova fase, depois de ter voltado a pedalar em Outubro de 2012.

Inspirado pelo Tour de France e pelos desafios propostos pelo MapMyRide, saí para pedalar pela ciclovia de Boa Viagem depois de algumas semanas parado por causa da chuva. A idéia era todo dia fazer 25% da distância percorrida no Tour, o que iria variar entre 6,25km no dia mais curto e 60km no dia mais longo. A média para os 21 dias seria 40km. Algo perfeitamente possível, mas bastante ambicioso para quem percorria apenas menos de 20k regularmente.

Após passar pela ciclovia no Pina, próximo ao RioMar em direção à ciclovia do Shopping, olhei para o lado direito para ver se vinha algum carro descendo pela alça de acesso da ponte Paulo Guerra. Não vinha, e acho que muito agressivamente virei para a direita e fui direto para o meio-fio. Daí só me lembro do começo da queda.

Quando alguém bate a cabeça e fala que não lembra como algo aconteceu, essa pessoa não está brincado. Após o começo da queda eu só lembro de estar pedalando pela ciclovia do lado do RioMar e só percebi os arranhões ao olhar para a mão e o joelho direito. A lembrança da queda parecia apenas como ter acordado de um sonho/pesadelo. Não lembrava/lembro de nada entre a queda e estar pedalando. Ao colocar a mão no capacete, em cima da têmpora direita, percebi que estava arranhado. Ou seja, o capacete se pagou. Até voltar para o trânsito normal, a sensação era justamente como se tivesse acordado naquele momento e estivesse em cima da bicicleta.

Voltando pela ciclovia da praia, aos poucos fui tentando relembrar e fazendo um checkup de memória. Ao chegar em casa, acabei assustando minha esposa, como já previsto. Olhando os logs do treino, no trecho em que cai eu fui apenas 1 minuto mais lento que o normal. Ou seja, provavelmente apenas caí, levantei e o cérebro demorou um pouco a registrar novas memórias.

Resumo da ópera: Joelho direito ralado em dois lugares, parte exterior da mão direita ralada, contusão no ombro direito e no “osso da bochecha” direita e cabeça doendo um pouco. De qualquer forma, ficar de molho por uns dias e monitorar os sintomas.

Tour de France – 1ª Etapa – Porto-Vecchio -> Bastia

E começou La Grande Boucle!

A primeira etapa percorreu 213km entre Porto-Vecchio e Bastia, visitando pela primeira vez os dois departamentos franceses da ilha de Córsega, Haute-Corse e Corse-du-Sud. Uma etapa predominantemente plana, uma vez que seguiu pela costa leste da ilha, menos montanhosa. Apenas uma montanha, digo, morro, categorizado nível 4 em Côte de Sotta. Entre os favoritos estavam Mark Cavendish (Omega), André Greipel (Lotto), Peter Sagan (Cannondale), Nacer Bouhanni (FDJ), Marcel Kittel (Argos) e Matthew Goss (Orica). Apesar de parecer uma etapa tranquila, especialmente nos últimos quilômetros a tensão aumenta com os sprinters e ciclistas em busca da classificação geral (GC) procurando ficar na frente do pelotão. O sprinters para lutar pela vitória e os GC para evitar quedas e perder tempo em relação aos adversários.

Além da vitória, pode ser uma oportunidade única de um sprinter puro vestir a camisa amarela, já que tracidionalmente o Tour começava com etapas onduladas ou etapas de contra-relógio.

Perfil da 1ª etapa.

Mal a largada foi dada e um ataque de Jerome Cousin (Europcar, surpresa…) junto com com mais quatro atletas formou principal fuga do dia. Junto com Cousin foram Juan Jose Lobato (Euskatel), Lars Boom (Belkin, antiga Blanco/Rabobank), Juan Antonio Flecha (Vacansoleil) e Cyril Lemoine (Sojanun). Pouco depois a equipe de Mark Cavendish, favorito para a prova tomou a frente do pelotão para controlar a distância da fuga e tentar garantir uma chegada em sprint. Outras equipes com sprinters fortes como Lotto e Argos se juntaram na liderança do pelotão.

A primeira e única montanha do dia, Côte-de-Sotta, é apenas um morro de categoria 4, que dá apenas 1 ponto na classificação de montanhas enquanto uma Hors Catégorie dá 25 pontos. Mas como foi a primeira etapa, conquistá-la deu o direito de vestir a Maillot à Pois, a famosa camisa de bolinhas. Ao chegar no pé do morro, os cinco ciclistas da fuga começaram um sprint clássico diminuindo sensivelmente o ritmo e se observando. Lemoine iniciou o ataque mas Lobato deu à Euskatel a primeira camisa do Tour. Como o CyclingNews notou na sua cobertura ao vivo, foi uma boa tática da equipe basca colocar seu sprinter, que dificilmente teria chances contra os favoritos no sprint final.

Passados a marca dos 5km para o sprint intermediário, a fuga tinha pouco mais de 2 minutos para o pelotão, onde os trens da Cannondale, FDJ, Argos, Omega e Lotto, essas duas últimas misturadas, se formavam para seus sprinters conseguirem os pontos restantes. Como 5 ciclistas estão na fuga, o 6º ciclista conseguirá 10 pontos na classificação da Maillout Vert. Chegando à meta intermediária, Flecha atacou cedo ganhando uma boa distância, sendo seguido por Boom que conseguiu aproveitar o vácuo e no final conquistou os 20 pontos. No pelotão, a disputa ficou entre Greipel, Cavendish e Sagan, nessa ordem. Sagan estava na frente seguindo seu lead-out com Greipel na sua roda mas o alemão não teve dificuldades para passar.

Logo após o sprint intermediário, Lobato deixou a fuga e foi o primeiro a ser alcançado faltando ainda pouco mais de 60km. A fuga permaneceu alguns quilômetros com apenas 59 segundos de vantagem mas logo o pelotão diminuiu o ritmo e a distância aumentou para pouco menos de 2 minutos. Como um pelotão motivado consegue tirar cerca de 1 minuto a cada 10km, a situação estava tranquila.

Com certa de 35km restantes, a fuga foi neutralizada com a Radioshack (futura Trek) e Saxo-Tinkoff na frente do pelotão ditando um ritmo bastante forte para evitar novos ataques. Rotatórias e ilhas no meio das estradas podem complicar e muito a vida dos atletas, como Yoann Offredo viu na Paris-Roubaix neste ano…

O ritmo contiuou aumentando e na frente do pelotão se formou um bloco com RadioShack, BMC, Cannondale, Orica e Omega, dificultando a movimentação dentro do pelotão e diminuindo o ritmo. Faltando 15 quilômetros, Johnny Hoogerland (Vacansoleil) cai fora da pista e fica escondido atrás de algumas faixas. Nada que ele não já conheça…

Outro drama no final da etapa foi o fato do ônibus da Orica-Greenedge ter ficado preso no pórtico que marca o final da etapa, o que explica a diminuição do ritmo até os 10km, quando Cannondale e Lotto começaram a forçar.

Com menos de 10km Argos, Cannondale e Omega lideravam com Orica-Greenedge um pouco mais atrás. Enquanto isso o ônibus continuava “entalado” na chegada e o suspense era se daria tempo de remover antes dos ciclistas chegarem. Durante esse período correu a informação que a chegada havia mudado para a marca de 3km, depois movendo de volta para o final original. Após uma curva fechada, Omega parecia ter o trem mais organizado à frente. Antes da marca de 3km, uma grande tombo na frente do pelotão segurou cerca de 3/4 dos ciclistas. Entre os ciclistas que caíram estão Alberto Contador, Peter Sagan e Tony Martin, que, segundo informações preliminares, quebrou a clavícula. Mark Cavendish também acabou ficando preso nesse acidente. No pequeno grupo que escapou, Greipel ficou para trás com problemas na bicicleta.

Nos últimos km, a Argos manteve um bom trem de 4 ciclistas num grupo com menos de 50 ciclistas. Com Sagan, Cavendish e Greipel fora, Kittel e Goss eram os principais favoritos. No sprint final, o trem da Argos se desmanchou com vários ciclistas lançando um sprint precoce incluindo um ataque mais precoce ainda de Niki Terpstra(Omega). Matthew Goss caiu de forma estranha na última curva. Alexander Kristoff (Katusha) surgiu com uma boa vantagem mas Marcel Kittel conseguiu ultrapassar e ganhar a etapa e a camisa amarela com quase uma bicicleta de vantagem. Depois de chegar como favorito, cair e ter problemas estomacais em 2012, Marcel Kittel não poderia esperar por um início melhor no tour.

Uma duvida que pairou por alguns momentos era a partir de onde seria considerada a zona neutralizada, que serve para que ciclistas envolvidos em acidentes próximos ao final não percam tempo e diminuir a chance de acidentes no final. Com o ônibus preso, alguns disseram que como a final havia mudado para 3km, a zona neutralizada deveria mudar para 6km. Após o final da etapa, a organização informou que todos os ciclistas receberiam o mesmo tempo que o vencedor. Outra dúvida que permaneceu por um tempo foi a classificação dos outros ciclistas, uma vez que o ônibus danificou os transponders responsáveis pela contagem do tempo dos ciclistas…

Amanhã, 156km entre Bastia e Ajaccio, capital da Córsega e cidade-natal de Napoleão. Apesar da chegada plana, é considerada uma etapa de médias montanhas.

Classificação da Etapa/Classificação Geral

  1. Marcel Kittel (Argos)
  2. Alexander Kristoff (Katusha)
  3. Danny Van Poppel (Vacansoleil)
  4. David Millar (Garmin)
  5. Matteo Trentin (Omega)

Líder por pontos: Marcel Kittel (Argos)

Líder das montanhas: Juan José Lobato (Euskatel)

Líder ciclistas jovens: Marcel Kittel (Argos)

Ciclista mais combativo: Jerome Cousin (Europcar)

Relato do Cycling News: http://www.cyclingnews.com/tour-de-france/stage-1/results

E para terminar, uma imagem a respeito da etapa de hoje, créditos @RadioCorsa:

Cent fois Le Tour de France

“Eles parecem com gado de um jeito estranho – gado em cima de bicicletas”

No próximo sábado, 29 de Junho, começa a 100ª edição do Tour de France, o principal evento do ciclismo profissional no mundo. 198 ciclistas partirão da Córsega rumo a Paris, percorrendo 3.403km em 21 etapas. Eles partem com os mais variados objetivos, desde a vitória até apenas sobreviver. Este artigo apresenta algumas histórias para acompanhar durante essa edição e no final, uma lista de lugares onde você pode acompanhar o desenrolar delas.

Para uma introdução ao Tour de France, o site Pra Quem Pedala preparou um belo artigo antes da edição do ano passado.

A 100ª edição.

A 99ª edição contou com massivos 100km de contra-relógio individual e relativamente poucas montanhas, que serviram para Bradley Wiggins confirmar as expectativas e se tornar o primeiro britântico campeão do Tour. A estratégia da Sky funcionou perfeitamente e tornou as corridas nas montanhas monótonas para alguns, uma vez que Wiggins não ganhou um segundo sequer em cima de Froome e Nibali nessas etapas. Para 2013, a ASO, organizadora do Tour e do Rali Dakar, diminuiu sensivelmente os contra-relógio, sendo 25km por equipes e 65 individuais, 32 desses em uma etapa com duas montanhas.

Entre as etapas mais esperadas estão a 15ª, a mais longa, com 242km, terminando nas paredes brancas do inexorável Mont Ventoux. A inclinação de pouco mais de 7% pode parecer pouco, mas são mais de 21km subindo e um ganho de 1600 metros de altitude. Outra etapa muito esperada é a 18ª, em que os ciclistas escalarão duas vezes os infinitos cotovelos do Alpe d’Huez, com a perigosa descida após Col de Sarenne entre elas. Vendo as fotos, Tony Martin parece ter razão por achar perigoso esse trecho. Vale lembrar que após a morte de Wouter Waylandt no Giro de 2011, o Monte Crostis foi removido do próprio Giro justamente por não ter condições seguras para a descida. Para fechar, a chegada no Champs-Élysées será durante o pôr do sol para quem sabe mais uma vitória de Mark Cavendish.

Mont Ventoux

Froome vs. Contador

A grande questão dessa edição: Froomedog ou El Pistolero? Qual dois dois fica com o primeiro lugar geral? Depois dos segundos lugares na Vuelta 2011 e Tour 2012 e quarto lugar na Vuelta 2012, menos de 2 meses depois do Tour, esse parece ser o ano de Froome (Sky). No Tour de 2012 ele sacrificou a luta pela vitória correndo como fiel gregário de Wiggins e em alguns momentos até tendo que pegar leve para esperar o capitão apesar de se mostrar mais forte nas montanhas. Ele começou o ano de forma excepcional, com vitórias no Tour de Oman, Criterium International, Tour de Romandie e Critérium du Dauphiné, essa última tida como principal prova preparativa para o Tour. Por outro lado, Alberto Contador (Saxo-Tinkoff), que já possui 2 Tours, 1 Giro e 2 Vueltas na bagagem, até agora teve um ano discreto, sem vitórias em classificações gerais mas com resultados sólidos como 2º em Oman, 3º no Tirreno-Adriatico e 10º no Dauphiné, onde afirmou estar com 75% de sua condição física e serviu de gregário para seu companheiro Michael Rogers. E como a Vuelta do ano passado mostrou, nunca duvide do Pistolero.

Apesar das várias vitórias, Froome experimentou uma derrota amarga na 6ª etapa do Tirreno-Adriatico, nos morros de  Porto Sant’Elpidio. Durante o ano de 2012, em especial durante o Tour, a Sky se mostrou uma máquina de controlar corridas em montanhas, com o seu trem de ciclistas em ritmo forte, anulando os ataques com eficiência. Aliado à força de Bradley Wiggins no contra-relógio, a idéia era minimizar as perdas nas montanhas, além quebrar a maior parte concorrentes. Porém essa estratégia é de difícil aplicação em montanhas irregulares, com gradientes leves e pesados intercalados, onde um ataque efetuado na hora correta permite um distanciamento maior quando o gradiente diminuir. Em Sant’Elpidio, os ciclistas tiveram que passar três vezes por uma subida em Sant’Elpidio a Mare que no papel era listada como sendo 1,9km de distância e graduação 6,1%. Porém essa subida era muito irregular, com trechos de 27%. Essa irregularidade, aliada à chuva forte, destruiu a estratégia da Sky. Froome, mesmo começando com 20 segundos de vantagem após vencer a principal etapa, terminou a etapa 48 segundos atrás de Vincenzo Nibali, vencedor final do Tirreno. Se por um lado pode ter sido um golpe nas ambições de Froome, visto que ainda imperava o clima de guerra fria com Wiggins a respeito de quem iria liderar a Sky no Tour, pode ter servido como uma bela lição a todo time.

Diferente de Wiggins, Froome não tem medo de tomar riscos como mostrou nas corridas seguintes com alguns ataques. Junto com a explosão de Contador, essa edição é uma das disputas mais esperadas dos últimos anos. Além dos dois, o próprio Froome citou outros corredores fortes com chances de vitória no geral: Joaquim “Purito” Rodriguez (Katusha), Alejandro Valverde e Nairo Quintana (Movistar), Cadel Evans e Tejay Van Garderen (BMC).

Cavendish vs. Sagan

Se ano passado tivemos montanhas de menos, sobraram estágios ondulados e Peter Sagan (Cannondale) soube tirar proveito disso vencendo 3 etapas no início do Tour e vencendo a classificação por pontos com 421 pontos contra 280 de André Greipel (Lotto), segundo colocado. Além do perfil das etapas, a Sky Procycling foi para o Tour focada na classificação geral, deixando Mark Cavendish sem uma boa equipe para o guiar para os sprints finais. Mesmo assim Cav conseguiu 3 vitórias, incluindo a 4ª seguida na etapa final, um recorde, e uma vitória espetacular na 18ª etapa, onde mais uma vez justificou seu apelido de Míssil de Manx. De quebra, chegou a 23 vitórias no Tour, o recorde ao considerar apenas etapas normais sem contra-relógio e 4º lugar no geral.

Em 2013 teremos 6 etapas que podem ser consideradas completamente planas e Cavendish está numa forma espetacular, tendo vencido 5 etapas e a classificação por pontos no Giro, onde aproveitou para treinar a sobrevivência nas montanhas. Além disso o trem de sprinters da Omega-Pharma Quickstep parece estar cada vez mais afinado. Correndo por fora, temos André Greipel e Marcel Kittel (Argos-Shimano).

Renascimento francês

A França, apesar de ser a casa do Tour, está num jejum de vencedores desde 1985, último ano do domínio de Hinault e Fignon. Apesar de nomes promissores como Jalabert e Voeckler terem batido na trave em algumas edições, nos últimos dois anos dois nomes fortes surgiram nas figuras de Pierre Rolland, da Europcar, e Thibault Pinot, da FDJ. Pinot inclusive encenou um dos momentos memoráveis da edição do ano passado ao vencer a 8ª etapa e levar o diretor da equipe, Marc Madiot, à loucura.

Apesar dos esforços de Pinot, 10º colocado, o melhor corredor francês foi Rolland, 8º colocado, companheiro do incansável Voeckler e vencedor de uma etapa. Rolland também ganhou o prêmio de melhor ciclista jovem da edição de 2011.

A surpresa sul-americana

Uma das sensações de 2013 tem sido os resultados dos colombianos, em especial Rigoberto Urán (Sky), Carlos Betancur (Ag2r) e Nairo Quintana (Movistar). Uran foi 2º no Giro, Betancur foi 3º na Fleche Wallone, 4º na Liège-Bastogne-Liège e 5º no Giro, onde também foi o melhor jovem. Ambos não participarão do Tour. A honra ficará com Quintana, que foi 4º na Volta a Catalunya e venceu a Volta ao País Basco, fato que rendeu suspeitas a respeito de sua performance, com alguns comentaristas afirmando que ele veio “do nada”. Mas como o INRNG mostrou, Quintana já mostrava resultados promissores desde 2010. Apesar do potencial, Quintana inicialmente deve trabalhar como gregário de Valverde. Resta ver o desenrolar das primeiras semanas para saber se a Movistar liberará Quintana para disputar a camisa de melhor montanhista ou uma posição mais alta na classificação geral.

Brasil no Tour

Apesar da raridade de ciclistas de nível mundial no Brasil, Murilo Fischer continua ativo no pelotão. Após três anos na Garmin, Murilo foi para a FDJ, onde será o único estrangeiro no time para o Tour, fazendo parte do trem de sprint para Nacer Bouhanni. Murilo também completou o Giro deste ano, junto com Rafael Andriato, da Vini Fantini.

Cadel incansável

Depois do título de 2011, Evans teve um Tour desastroso em 2012, onde enfrentou problemas de saúde e acabou ficando atrás de seu jovem colega de equipe Tejay Van Garderen. Desde então, dada a diferença de idade (36 vs. 24), muitos davam como certo que o líder da BMC no Tour seria Van Garderen, apesar da insistência de Evans em correr o Tour. Desde o início do Giro de 2013, Cadel mostrou que ainda estava em forma e, mesmo sem ser sua principal prova no ano, chegou em 3º lugar, assegurando o lugar de líder em Julho.

Onde acompanhar

Além do site oficial do Tour, vários outros sites oferecem uma infinitude de dados e análises.

Em inglês um site indispensável é o Cycling News, que narra ao vivo as corridas e traz muito material antes, durante e depois das mesmas. É meu site favorito para ver o resultado final das etapas.

O INRNG – The Inner Ring é, na minha opinião, o melhor blog sobre ciclismo profissional. Atualizado com excelentes artigos, incluindo prévia das etapas, análises sobre os resultados, textos sobre os problemas do doping no ciclismo. Também traz matérias sobre o mundo do ciclismo profissional além das corridas em si, como nesse vídeo sobre assistir o Tour de Flanders na colina Paterberg.

Outro blog que descobri recentemente foi o CycloCosm, editado por  Cosmo Catalano. Sua série de vídeos “How the race was won” é um ótimo resumo das corridas, sempre com uma bela dose de humor. No twitter: @Cyclocosm.

Em português, temos o blog Pedaladas, de Bruno Vicari, jornalista da Jovem Pan e do SBT. Recentemente ele listou 15 motivos pelos quais assistir essa edição do Tour, alguns deles já descritos acima. Como vou estar de férias durante as primeiras semanas do Tour, devo ir colocando pequenos boletins diários com os resultados do dia e comentários aqui no Ciclocoisas. No twitter, também temos o @CornetaCiclismo com seus comentários ácidos. Outro site brasileiro é o podcast Radio Corsa.

ESPN Brasil transmitirá a 1ª etapa ao vivo, a partir das 10:30 de Brasília. Durante o Giro tivemos uma excelente transmissão com Everaldo “Jesus. Maria. José.” Marques no comando e comentários de Celso Anderson.

Caso não tenha acesso a uma televisão, o Steephill.tv oferece, além de muita informação, links e galerias de imagens, uma lista de streams, digamos, alternativos, para acompanhar a prova através dos canais europeus.

Bem, por enquanto é isso. Vive le Tour!

Sistema de transporte público é apenas ônibus e metrô?

Há algumas semanas o governo e a prefeitura de São Paulo aumentaram em 20 centavos a tarifa de ônibus e metrô, atingindo R$ 3,20. As manifestações começaram como outra qualquer, mas ganharam força e se transformaram numa série de manifestações maiores sobre os mais variados temas, mas sempre que possível mantendo o foco no preço e qualidade do transporte público. No final da tarde do dia 19, o governador Alckmin (PSDB) e o prefeito Haddad (PT), ambos com caras de poucos amigos, anunciaram a volta da passagem para o valor anterior, de R$ 3,00, mas avisando que investimentos seriam cortados para “fechar as contas”.

Durante toda discussão, dentro e fora da internet, o assunto tarifa zero vinha à tona. Seja com os utopistas de plantão que querem abolir sumariamente a tarifa, sem explicar como fazer para “fechar as contas”. Seja com os radicais do outro extremo que acham que os passageiros que se virem para arcar com todo o custo.

Nesse assunto, dois artigos interessantes que li foram o “É o transporte, estúpida!” e Tarifa Zero não aumenta impostos!. No primeiro, EPx, da calculadora 12C mais famosa da Web, discorre sobre vários problemas do transporte no Brasil. Não apenas do transporte público, mas de como todo o sistema é falho, seja ele individual, coletivo, de carga. Também sugere algumas mudanças para baratear a tarifa. No segundo, o Bicicreteiro argumenta que para implentar a tarifa zero não é necessário um aumento de impostos, mas uma divisão deles, assumindo que a tarifa já funciona como um imposto indireto.

Atualmente a maior cidade com um sistema público de transportes gratuito é Tallinn, capital da Estônia, que iniciou as operações neste ano atendendo mais de 400 mil habitantes. Em 1997, Hasselt, na Bélgica, foi a primeira cidade a implatar o sistema gratuito. Hoje ela conta com 70 mil habitantes. Segundo este artigo, em quatro meses de operação, o trânsito diminuiu 15% em Tallinn entre dezembro de 2012 e janeiro de 2013, aumentando o uso de transporte público em 14%. Cerca de 4600 carros deixaram de entrar na cidade, diminuindo congestionamentos e poluição. Uma das saídas que eles usaram para financiar foi um imposto para novos moradores. Já em Hasselt, devido a problemas financeiros, a gratuidade será mantida apenas para grupos como crianças, adolescentes, idosos e pessoas usando o serviço social. Ainda assim, o valor da tarifa será de apenas €0,60, bem abaixo do valor das outras cidades.

Algo que poderia ajudar nessa discussão é rever o conceito de transporte público. Normalmente, o nome sistema é atribuído apenas aos ônibus (veículos), terminais, linhas e trens do metrô. Uma visão alternativa é ver todas as vias como parte do sistema de transporte público, sendo elas o recurso a ser compartilhado. Ônibus, metrô e carro particular seriam apenas modos diferentes de utilizar esse recurso. O valor a ser cobrado então seria calculado em cima do impacto desse uso.

Fazendo uma analogia com a energia elétrica, as ruas seria toda infra-estrutura necessária para levar energia até a casa do usuário. Carros, ônibus e metrôs seriam os dispositivos elétricos. Um usuário mediano pode até usar a rede várias vezes ao dia, mas quase sempre é um uso de baixa corrente. Da mesma forma o usuário de ônibus ocupa pouco espaço da rua e tem um impacto pequeno. Por outro lado, o cara que anda sozinho no carro é o cara que usa poucas vezes a rede, mas quando usa faz cair a luz do quarteirão. No caso das ruas, ocupando muito espaço para levar poucas pessoas. O custo para manter o sistema rodando com esse último personagem é muito alto. Logo, é natural que ele deva pagar mais pelo uso.

Um dos problemas em relação ao preço da tarifa é que os carros pagam um valor menor pelo uso das vias em relação aos usuários de ônibus e metrô. Equilibrando essa conta pode ser um meio viável de melhorar a qualidade desses últimos, incluindo redução das tarifas. Esse equilíbrio pode vir de aumento nos impostos para os carros ou de reduções nas tarifas, que podem acontecer com uma gestão mais transparente e eficiente.

PS: Isso sem falar nas famosas caixas-pretas que são os custos do transporte público no Brasil…

PS2: Apesar de ter minhas ressalvas a respeito do movimento, o pessoal do Direitos Urbanos escreveu um post interessante sobre o impacto do uso excessivo dos carros numa cidade.

Cross Duathlon em Itamaracá

No próximo dia 14 de Julho a Federação Pernambucana de Triathlon realizará na ilha de Itamaracá a primeira etapa do Campeonato Pernambucano de Cross Duathlon.

O duathlon é uma prova envolvendo corridas a pé e de bicicleta. Normalmente começa com uma corrida um pouco mais longa, passando para a bicicleta e voltando para a corrida mais curta. No caso do evento citado, as distâncias serão de 5km, 20km e 2.5km respectivamente, todas em terreno irregular. Dada a fama recifense para natação em mar aberto, pode ser uma boa opção para começar na aventura de misturar vários esportes em uma mesma prova.

Apesar do nome parecido, o duathlon é bem diferente do aquathlon, que é natação seguida de corrida e do biatlo olímpico, que é uma mistura de esqui na neve e tiro.

A estrada menos viajada

Um dos blogs sobre bicicletas que sigo é o Off The Beaten Path, que tem um sentido parecido com “a estrada menos viajada” em português. Jan Heine, editor da revista Bicycle Quartely, escreve principalmente sobre temas relacionados ao Randonneuring, modalidade também conhecida como Audax aqui no Brasil. Além do Audax, ele também escreve sobre projetos da Compass Bicycles, empresa irmã da Bicycle Quartely focada em componentes de alta qualidade, mas bem diferente de Trek, Specialized, Pinarello e outras gigantes.

Apesar de soar elitista ou algo complicado e distante, o Audax é uma modalidade de ciclismo bem próxima do uso comum de bicicletas. Nos eventos Audax, chamados de brevet, o participante tem um tempo limite para cumprir uma determinada distância passando por pontos de controle durante o percurso. Por exemplo, para 200km o tempo limite costuma ser 13:30, podendo ser completada com uma média de pouco menos de 15km/h. Não é uma corrida contra os outros participantes. O que importa é terminar dentro do tempo. Nos dois formatos principais, os participantes podem seguir num grupo ou sozinhos.

Como são provas em que o conforto e durabilidade do conjunto são muito importantes, pelo menos em comparação com provas de mountain bike e estrada, as bicicletas utilizadas no Audax podem ser utilizadas durante o dia a dia ou mesmo viagens de cicloturismo. Neste post, Jan dá sugestões de melhorias que podem ser feitas na sua bicicleta para participar de vários brevets, desde 100km até, acredite, 1200km, cujo tempo limite varia entre 90 e 80 horas. Para uma bicicleta nova, ele sugere esperar de dois a três anos ou pelo menos ganhar experiência suficiente para descobrir o que você gostaria ou não de ter nela. Ou mesmo para você descobrir se vale a pena investir ou não.

Antes de terminar, no forum do Pedal.com.br, Marco Leal descreve um Audax informal que ele fez entre Recife e Natal (300km) no final de 2012. Uma idéia maluca que surgiu: Um Audax de 200km entre Recife e Taquaritinga do Norte?